CNDL lança campanha contra compartilhamento de notícias falsas nas redes sociais

Ação traz dicas para identificar e barrar a reprodução de boatos e inverdades na internet

A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) lança esta semana a campanha Fake News, cujo objetivo é fazer um alerta contra a propagação de notícias falsas nas redes sociais. As peças apresentam dicas sobre como identificar notícias falsas e proceder diante dessas situações. A campanha tem foco nas redes sociais e contempla cardspara divulgação no Facebook, Instagram e LinkedIn, e-mail marketing, e jingle.

“O Sistema CNDL lança esta campanha contra fake wews como alerta à sociedade para que a corrente de distribuição de notícias falsas nas redes sociais, principalmente neste momento pré-eleitoral, seja quebrada. Como representante de quase meio milhão de empresas associadas no país inteiro sabemos de nossa responsabilidade no combate ao compartilhamento e reprodução dessas inverdades”, explica o presidente da CNDL, José César da Costa.

Todos os materiais serão compartilhados com as Federações das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDLs) e Câmaras dos Dirigentes Lojistas (CDLs) para que as entidades participem ativamente da campanha. “A ideia é ter uma iniciativa ampla e alinhada ao compromisso de todo o Sistema de barrar o compartilhamento de notícias falsas”, afirma Costa.

 

Esforço conjunto

O combate às fake news tem se mostrado um esforço mundial. O Facebook, por exemplo, fechou acordos com agências de checagem para verificar a veracidade de informações compartilhadas na rede. No Brasil, essa parceria se dá com as agências Lupa, Aos Fatos e France Presse. Em outra frente, a empresa também luta contra perfis falsos. Em comunicado divulgado em maio, informou que este ano derrubou, em média, 6 milhões de contas falsas por dia.

Aqui no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o Ministério Público e a Polícia Federal passarão a integrar um Conselho Consultivo criado para estudar soluções para o tema. O grupo atuará dentro do TSE com estudos de inteligência para se antecipar à disseminação de conteúdo indevido por meio de robôs, por exemplo.

O 3º Relatório da Segurança Digital no Brasil, divulgado em maio pelo dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe, start up desenvolvedora de aplicativos de segurança, aponta que entre janeiro e março deste ano, fake news foram acessadas mais de 2,9 milhões de vezes no Brasil. De acordo com projeções da empresa, o número de pessoas impactadas por essas notícias falsas pode chegar a 8,8 milhões de brasileiros.

Apesar de não haver tipo penal que trate da punição de quem cria boatos no Brasil, há, atualmente, 14 projetos em tramitação no Congresso Nacional nesse sentido. Desses, 13 estão na Câmara dos Deputados e um no Senado, de acordo com o Conselho de Comunicação Social do Senado.

Como identificar uma notícia falsa?

Um passo a passo simples pode evitar a propagação de notícias falsas nas redes sociais. Ao receber uma informação da qual não há certeza da veracidade, deve-se verificar se a origem é confiável e checar a data da publicação, além de conferir a URL da página e buscar outras fontes para a mesma notícia. É importante, ainda, ir além da manchete e ler a notícia na íntegra. A existência de erros ortográficos pode ajudar a identificar uma notícia falsa.

 

Fonte: http://site.cndl.org.br/